ESCOLA DA VIDA


ESTÁGIOS DOUTRINÁRIOS - 89

A Doutrina Espírita tem por objetivo proporcionar a evolução e o progresso espiritual de seus adeptos.

Todavia não transforma o caráter de seus profitentes por milagre ou por um passe de mágica.

São necessárias duas iniciativas pessoais para que se possa beneficiar dessa providencial influência: - aceitar com convicção, e espontaneamente, os ensinamentos espíritas; praticar, na medida do possível, o aprendizado.

Muitos se dizem espíritas por aceitarem, como reais, os fenômenos mediúnicos; outros por admirarem a beleza da filosofia e o realismo da ciência espírita; outros por buscarem nas instituições espíritas a cura para seus males físicos e emocionais; há os que se esforçam por colocar em prática apenas aquilo que não exija sacrifícios e renúncias. 

Cada qual se encontra em seu estágio de evolução moral com relação à assimilação dos ensinamentos espíritas decorrentes dos Evangelhos de Jesus.

A evolução espiritual é lenta e gradativa, nem só pela dificuldade de conhecimento e falta de vontade mas, principalmente, pelo apego ao comodismo e ao materialismo a que estamos sujeitos.

O maior perigo consiste na eventualidade de se permanecer estacionado em um estágio inferior de desenvolvimento espiritual.     

É possível distinguir outro grupo numeroso dos que são propensos a alargar seus conhecimentos espíritas fixando-se nos estudos científicos e filosóficos em detrimento do exercício da humildade, da caridade, e da prática do bem.

São pessoas sinceras aplicadas ao estudo e defensores da verdade; esquecem porém de que todo o conhecimento adquirido só é válido quando aplicado no próprio aperfeiçoamento intelectual e moral, bem como de outros com os quais se relaciona.

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.' (“O Evangelho segundo o Espiritismo”)

  •  Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 26/11/2011
  • Consulta: “Tempo de Transição” (Juvanir Borges de Souza - FEB)


Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 10h54
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RUMO À LIBERTAÇÃO - 132

Enquanto buscamos naturalmente a simplicidade e a verdade a vida nos impele à complicação e ao engano, como se estivéssemos sendo instigados: “Fique ressentido com isso ou com aquilo.”, “Seja ansioso diante desta ou daquela situação.”, “Sinta desejos de tais e tais coisas.”, “Sinta-se culpado por isso ou por aquilo.”, “Proteste contra tal e tal fato.”

Tais inquietações afetam os nossos pensamentos e despertam em nós sentimentos desagradáveis que nos impedem de ser feliz.          

É imperioso portanto que nos libertemos dessas, bem como de outras, inquietações.

Sabemos que isso não é fácil, não se compra... E nem cai do Céu.

Muitas vezes rejeitamos as pessoas com as quais temos que conviver e deixamos de ver sua bondade, sua delicadeza, sua solidariedade e tudo mais que elas possam nos oferecer.

Nossa vida é cheia de batalhas inúteis exatamente porque nossa mente é cheia de pensamentos inúteis.

Basta porém relaxar a mente e, aos poucos, reaprender a desfrutar da simplicidade perdida. Eis aí o primeiro passo rumo à libertação que nos permite ser feliz.

Para desbloquear a mente é necessário: 1º- examinar o que está nos levando à fixação de pensamentos inúteis; 2º- reconhecer, com clareza, o que realmente desejamos; 3º- reagir a partir da mente íntegra, não da mente em conflito.

Em geral nos sentimos em paz quando nos relacionamos com outras pessoas. Mas é preciso agir com cautela para evitar o risco de cair novamente no estado mental conflitante.

Ninguém passa de uma atitude conflitante para uma atitude de paz, de uma hora para outra.

Fazer o melhor possível, hoje, já é muito bom! Basta um pequeno progresso, a cada dia, no rumo certo em busca da libertação.  

  • Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 26/11/2011
  • Consulta: "Não leve a vida tão a sério" (Hugh Prather)


Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 20h42
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A FELICIDADE DE CADA DIA - 88

Preocupados com o pão de cada dia, que nos alimenta o corpo e o espírito, recorremos a Deus através da prece que Jesus nos ensinou: “... o pão nosso de cada dia dai-nos hoje...”

Em busca dos recursos financeiros, que propiciam as nossas aquisições materiais, buscamos no trabalho o salário de cada dia.

Através dos estudos e aprendizagens buscamos conhecimentos e habilidades que possam nos render cultura e reconhecimento.

No esporte obtemos o fortalecimento físico e a destreza corporal.

Nos regimes alimentares e tratamentos medicinais procuramos zelar pela nossa saúde e pela reposição das energias.

Jornais, revistas, televisão, internet, piscina, passeios, automóvel, bares, cinema... Completam nossas ocupações cotidianas.

Ao final do dia estamos exaustos e só nos resta repousar.

Contudo, nos indagamos: Será que estamos vivenciando a nossa felicidade de cada dia?

O que é a felicidade?

Consideremos a seguinte definição: Felicidade é "o estado de perfeita satisfação íntima, ventura." (Dicionário Larousse Cultural)

O Espiritismo nos ensina que a felicidade plena não é deste mundo; a felicidade que por hora podemos alcançar é uma felicidade relativa ao nosso aperfeiçoamento espiritual.          

Mesmo assim, insistimos: - Ao menos essa felicidade relativa nós estamos conseguindo encontrar? Estamos procurando alcançar? Como poderemos vivenciá-la?                                   

Prováveis respostas:

- nem sempre a encontramos...  - A vida está muito conturbada: noticiários e publicações em jornais populares dão conta, quase que exclusivamente, de tragédias, corrupções, injustiças e desmandos sociais;

- muitas vezes procuramos alcançar mas, traídos pelos próprios pensamentos conscientes e inconscientes, somos assediados por sentimentos de medo, tristeza e angústia, que nos fazem sentir infelizes;

- para vivenciá-la precisamos nos re-educar e fazer a nossa reforma íntima que inclui necessariamente o controle dos pensamentos, dos sentimentos e das palavras, avivando a fé e a esperança.

Sugestão: Em nossa prece vamos acrescentar ao pedido do pão nosso de cada dia... A felicidade de cada dia...

Texto elaborado por Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 16/11/201         



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h37
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EMOÇÕES INÚTEIS - CUIDADO COM ELAS! - 131

Consideremos a emoção como um “Abalo moral ou afetivo; perturbação, geralmente passageira, provocada por um fato que afeta o nosso espírito (boa ou má notícia, surpresa, perigo).” (Dicionário Larousse Cultural)

Por trás de cada emoção há um pensamento que causa sentimentos, agradáveis ou desagradáveis. Se pensarmos em perigos, doenças e desastres, sentiremos medo; se pensamos que alguém está nos desprezando, sentimos raiva, abandono; pensando em sucesso, sentimos prazer.

A maioria das pessoas crê que são as situações externas que despertam as emoções, porém isso é um engano, pois as emoções, tanto positivas, quanto negativas, são geradas a partir do nosso interior.

Nas pessoas infantis são os eventos externos que têm poder sobre os eventos internos.

Sob um aspecto, pode-se dizer que todas as emoções causam insatisfação uma vez que abalam o nosso sentimento. Porém, algumas são úteis como a compaixão, a alegria e o amor, que podem ser benéficas para nós e para os outros.

As emoções inúteis são as que só proporcionam preocupação, medo, intolerância, raiva, ansiedade, tristeza, ciúme, inveja, desalento...

A dificuldade em lidar com as emoções consiste em controlar os pensamentos negativos e, principalmente os inconscientes, que nos assaltam sem motivo aparente gerando as emoções inúteis.

Tristezas, irritabilidade, ansiedade, descontentamento, raiva... São sintomas de pensamentos negativos que causam malestar e depressão.       

Qualquer tipo de emoção desintegradora depois que se instala em nós é difícil de ser neutralizada, razão pela qual precisamos aprender a ficar livres delas, livrando-nos dos pensamentos negativos.

O ideal é acalmar os pensamentos e relaxar o processo mental ao invés de tentar rechaçá-los valendo-se de pensamentos culposos e de arrependimento, ou fazendo uso de drogas comprometedoras.    

  • Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 19/11/2011
  • Consulta: “Não leve a vida tão a sério” (Hugo Prather)


Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 16h47
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PRESENTE, PASSADO, FUTURO - SEGUNDO O ESPIRITISMO - 87


Sabemos que o tempo não para; estamos vivendo o presente, tempo em que pensamos e operamos.

Todos nós experimentamos a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz.

Frequentemente nos recordamos de fatos, ocorrências, e pessoas, de um tempo passado não muito distante, em que éramos menos idosos, jovens, e até crianças.

Sobre o futuro apenas imaginamos, esperançosos, que seja uma possível sequência natural das nossas atividades presentes, embora sem cogitar em saber como terminaremos a vida atual.

Muitos desconhecem que tiveram vidas anteriores, em uma ordem sequencial de experiências, aprendizagens, oportunidades e comprometimentos, em um passado significativo.    

Desconhecem também que terão vidas futuras em uma consequente e infinita continuidade natural e progressiva em termos de aprimoramento intelectual e moral.

A Doutrina Espírita nos esclarece a respeito da vida, da morte, do nascer de novo, e das vidas sucessivas.                    

Como seres animais, somos dotados de fluido vital; como seres humanos somos os seres inteligentes da Natureza; como Espíritos somos criados simples e ignorantes, mas dotados de todo potencial para evoluir.

Para evoluir temos que viver, pensar, aprender, discernir e nos modificar.

Para viver, aprender e modificar temos que passar pelas fases da infância, da adolescência, da juventude, da idade adulta, e da velhice.

A velhice é o declínio da vida material que nos leva à morte física. Mas a vida espiritual não pode ser interrompida, porque a evolução é infinita. Daí a necessária reencarnação que resulta nas vidas sucessivas.

Graças à Lei Natural do Progresso fomos criados e iniciamos nosso aprendizado em vidas passadas; estamos experimentando a vida presente e continuaremos evoluindo em vidas futuras.

Saibamos aproveitar bem a vida presente e as vidas futuras, agradecendo a Deus pelas oportunidades das vidas passadas.

  • Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 12/11/2011
  • Consulta: Livros básicos da Doutrina Espírita


Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h18
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PORQUE SENTIMOS MEDO - 130

 

Medo é um “sentimento de inquietação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente.” (Dicionário Larousse Cultural)

O medo tem uma razão providencial de ser. Se não fosse o medo estaríamos sempre ultrapassando os limites necessários de nossas ações e exagerando em tudo que fazemos.

Quem se limitaria a dirigir um carro em velocidade normal se não fosse o medo das consequências adversas?

Temos medo do desconhecido, por não saber como teremos de lidar com ele.

Muitas vezes o medo decorre de um ideal perfeccionista. Temos medo de cair no ridículo, ao cometer um erro.

O orgulho é, em última análise, a causa do medo de errar. Daí, um pouco de humildade seria conveniente para facilitar um relacionamento descontraído e informal.

O medo da solidão faz com que sejamos mais tolerantes, pacientes e comunicativos com os outros.

Por outro lado, o medo pode nos causar sérios problemas, se não for bem administrado.

O medo exagerado pode se transformar em pavor e provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor.

Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.

A administração do medo vai desde a observação cuidadosa das nossas reações emocionais e psicológicas, diante das situações de vida, até aos possíveis tratamentos psiquiátricos.

  • Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 12/11/2011
  • Consulta: “O Livro da Arte de Viver” (Anselm Grün)
  • Dicionário citado - Pesquisa na Internet 


Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 18h47
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O PRINCÍPIO ESPIRITUAL - 86

A fim de conhecermos o ser humano, em sua natureza integral, uma vez conhecida a gênese orgânica que deu origem a seu corpo físico, devemos conhecer também a sua gênese espiritual.

Assim como a existência do princípio vital, a existência do princípio espiritual é comprovada pela lei natural de causa e efeito: “Todo efeito tendo uma causa, todo efeito inteligente há de ter uma causa inteligente”.        

O ser humano pensa, tem sentimento e consciência, idealiza e cria, por ser dotado do princípio espiritual além do princípio vital.

Podemos dizer que os Espíritos, seres inteligentes da Criação, são individualizações do princípio espiritual que povoam o Universo fora do mundo material.

Assim como Deus criou, desde toda eternidade, os mundos materiais, deve ter criado, desde toda eternidade, os seres espirituais.

Ainda desconhecemos a origem dos seres espirituais, mas as revelações espíritas nos esclarecem que os Espíritos são criados, todos igualmente, simples e sem conhecimentos, dotados porém de todas as potencialidades para serem desenvolvidas: o livrearbítrio, a vontade, a consciência, o pensamento, o amor.

O progresso é condição normal dos Espíritos, que evoluem para a perfeição.

“Os Espíritos estão por toda a parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Estão sempre ao vosso lado, observando e agindo sobre vós sem o perceberdes...” (O L.E.)   

Para nós (Espíritos encarnados) os Espíritos não têm uma forma determinada. “O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão ou uma centelha etérea” (O L.E.)

Para exercitar e desenvolver as suas potencialidades os Espíritos valem-se da matéria. Daí a necessidade de habitarem um corpo material.

A encarnação do Espírito em um corpo humano tem duplo motivo uma vez que o corpo é, simultaneamente, o envoltório e o instrumento do Espírito.

  • Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 05/11/2011
  • Consulta: “A Gênese” – “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec)  


Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h20
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COMO LIDAR COM AS SUGESTÕES - 129

 

A sugestão pode ser entendida como: uma ideia, um estímulo uma inspiração, uma insinuação uma lembrança, uma influência, ou uma provocação.

Ela costuma despertar, em nós, quando estamos indecisos em busca de soluções e providências.

Pode vir exteriormente pela palavra oral, por uma leitura, por uma observação ou exemplificação; pode vir interiormente, quer seja por um pensamento, por um sentimento ou por um pressentimento.

Assim como coisas boas acontecem devido às boas sugestões, as más sugestões também podem acarretar coisas desagradáveis.

Daí a necessidade do discernimento entre o que nos faz bem e o que nos faz mal.

Em nossos empreendimentos estamos sempre nos valendo das sugestões, que procuramos ou que nos são oferecidas.

Com certo conhecimento, precaução e método convêm que nos inteiremos das mesmas procurando identificar a qualidade da sua origem, bem como as consequências da sua utilização.   

Se você se prender no que lhe parece agradável, mesmo que não seja bom para você, pode ocorrer um desencanto, uma frustração, um mal.

Podemos nos sugestionar perante ambientes faustosos, impressões atraentes, propagandas convincentes, circunstâncias facilitadoras ou temores infundados.

Há pessoas facilmente sugestionáveis que se deixam impressionar por pensamentos, imaginações e suposições.

As pessoas pessimistas, ao invés de pensar positivo e encarar a vida pelo lado bom, sempre procuram algo de ruim na situação.

Conclui-se que a ponderação racional e o equilíbrio entre sugestão e opinião própria é o melhor modo de lidar com as sugestões.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 05/11/2011



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 18h29
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