ESCOLA DA VIDA


QUALIDADES E EFICÁCIA DA PRECE - 101

A “prece”, ou “oração”, conhecida também por “reza” é um ato religioso, oral ou mental, pelo qual nos dirigimos a Deus para adorá-lo ou para pedir algum benefício. É um pedido insistente, uma súplica.

“As qualidades da prece estão claramente definidas por Jesus: quando orardes, diz ele, não vos coloqueis em evidência, mas orai secretamente; não afeteis de muito orar, porque não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos, mas pela sua sinceridade; antes de orar, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, porque a prece não será agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade; orai, enfim com humildade...”

As qualidades da prece, segundo os ensinamentos de Jesus, decorrem de certas virtudes que conquistamos pelo nosso aprimoramento espiritual: a humildade, a fé, a indulgência, o amor a Deus, ao próximo, e a nós mesmos.

A eficácia da prece, como um atendimento pronto de nosso pedido, embora sendo confirmada por São Marcos, no Evangelho de Jesus: “O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que o obtereis e vos será concedido.” merece um entendimento de nossa parte:
- Nem tudo que se pede na prece pode ser atendido conforme nossos desejos e caprichos: as leis naturais e imutáveis são irrevogáveis; os pedidos prejudiciais deixam de ser atendidos; a forma de atendimento varia conforme as circunstâncias (ex: o pedido para nos livrar de um mal necessário pode ser atendido na forma de coragem e resignação para enfrentar o mal).

“O poder da prece está no pensamento; ela não se prende nem às palavras, nem ao lugar, nem ao momento em que é feita. Pode-se, pois orar em toda parte, a qualquer hora, sozinho ou em comum. A influência do lugar ou do tempo prende-se às circunstâncias que podem favorecer o recolhimento. A prece em comum tem uma ação mais poderosa quando todos aqueles que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e têm o mesmo objetivo...”

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 23/03/2012
Consulta: “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h00
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DIANTE DAS INSATISFAÇÕES DA VIDA – 147

Mesmo levando uma vida sem maiores dificuldades, jovens, adultos, idosos, criaturas das mais variadas posições sociais, experimentam certas insatisfações.

As insatisfações caracterizam-se pela falta de contentamento, pelo desagrado, pela vontade de que algumas coisas sejam diferentes.

Costumamos dizer que não se vive em um “mar de rosas”... Cada um tem o seu probleminha, quando não um grande problema, a enfrentar.

Problemas existem para serem resolvidos ou atenuados da melhor maneira possível, e não para serem lamentados.

Você já identificou as causas das suas insatisfações?

Há os insatisfeitos por serem gordos... Outros por serem magros.

Solteiros insatisfeitos procuram parceiros afetivos para se livrarem da solidão, assim como há casados insatisfeitos com seu cônjuge.

Os pobres lutam incansavelmente para adquirirem recursos financeiros sem perceberem que a prosperidade é uma atitude de espírito, e que quanto mais lutam para aceitar a abundância do Universo, mais rica fica a sua consciência. A verdadeira prosperidade não se expressa em quantia de bens materiais, mas no modo de receber e dividir o imenso tesouro de possibilidades que nos são concedidas.

Por tudo concluímos que as insatisfações da vida são verdadeiros instrumentos estimuladores dos nossos avanços em termos de progresso e de conscientização.

O que não se pode é desvirtuar nossos pensamentos, ideias, atitudes e procedimentos utilizando as insatisfações da vida como justificativa para as recriminações, desgostos e atitudes negativas.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 23/03/2012
Consulta: “Renovando Atitudes” (Francisco do Espírito Santo Net



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 19h01
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A FÉ – IMPORTANTES CONSIDERAÇÕES – 100

A fé é “... a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão.” (Wikipédia)

A sincera e verdadeira fé isenta-se da dúvida. É impossível ter fé e dúvida ao mesmo tempo.

Para a consolidação da fé valemos-nos de algumas ponderações, fundamentadas na lógica e na razão.

Para crer não basta ver, ouvir ou ler é preciso compreender refletir e meditar.

A fé não se prescreve e nem se impõe, adquire-se. Não é a fé que vem até nós; nós é que devemos buscar a fé.

A fé religiosa é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões.

Os dogmas são os pontos fundamentais de uma religião.

Os seguidores desta ou daquela religião aceitam tais fundamentos e seguem os respectivos ensinamentos segundo a sua fé que, nesse caso, pode ser uma fé raciocinada ou uma fé cega.

A fé cega decorre apenas de uma devoção tradicional e afetiva; a fé raciocinada sustenta-se no conhecimento, na reflexão e na meditação esclarecida.

Algumas instruções de Espíritos Superiores:
A fé, para ser proveitosa, deve ser ativa; a esperança e a caridade são consequência da fé; a fé é uma divina inspiração de Deus que desperta todos os nobres instintos que conduzem o homem ao bem; é a base da regeneração.
A fé sincera é arrebatadora e contagiante.

“Tende, pois, a fé em tudo o que ela tem de bom e de belo, em sua pureza e em sua racionalidade. Não admitais a fé sem controle, filha cega da cegueira. Amai a Deus, mas sabei porque o amais; crede em suas promessas, mas sabei porque nelas credes, segui nossos conselhos, mas inteirai-vos dos fins que mostramos e dos meios que vos trazemos para atingi-lo. Crede e esperai, sem jamais fraquejar; os milagres são a obra da fé.” (José, Espírito Protetor, Bordéus, 1862)

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 16/03/2012
Consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 20h49
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QUAL A SUA MAIOR DIFICULDADE PESSOAL? – 146

Todos nós temos inúmeras e diversificadas dificuldades pessoais, uma vez que estamos na escola da vida para aprender, exercitar, e vencer as nossas imperfeições e dificuldades pessoais. 

Importa que tomemos conhecimento dessas dificuldades a fim de que possamos direcionar nossa atenção para nos educar e progredir.

Pesquisas revelam que há um grande número de pessoas cuja maior dificuldade pessoal consiste na falta de confiança nas suas próprias capacidades.

A “falta de confiança” pode gerar o “complexo de inferioridade” tão prejudicial à iniciativa e ao avanço em projetos, ações, e procedimentos.

Assim é que muitos profissionais bem preparados experimentam a falta de confiança para atuar em determinados empreendimentos ou resolver certas questões ainda não vivenciadas.

De modo geral o homem não avança mais por falta de confiança e o mundo avançaria mais se as pessoas tivessem a confiança necessária para avançar.

Uma pessoa pode ser um hábil profissional e criativo empreendedor, porém, em muitas ocasiões, sente uma grande timidez ao conhecer outras pessoas, ao fazer um discurso, ao declarar-se à namorada, etc.
Retrocedendo até a infância é possível encontrar a causa dessa falta de confiança em si mesmo.

A criança é altiva e confiante por natureza. Essa autoconfiança não é consciente ou planejada. Quando ainda jovem pode perder o seu sentido de importância diante de reprimendas em relação aos seus desejos.

Por outro lado, também, a criança mimada e protegida em sua casa pode perder o seu sentido de importância quando chega o tempo de ir à escola ou quando começa a procurar companheiros para brincar.

É grande o número de pessoas que consultam psicólogos sobre a falta de confiança que sentem e vivem descontentes consigo mesmo.

Conhecidas e aceitas as causas das dificuldades pessoais está sendo dado o primeiro passo para o encorajamento.

No começo pode ser necessário um esforço muito grande para manter uma nova ideia sem nenhuma dúvida. O exercício moderado e persistente faz aumentar a confiança.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 16/03/2012
Consulta: “Enciclopédia contemporânea de Psicologia e Relações Humanas”   



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 16h00
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TRISTEZAS NÃO PAGAM DÍVIDAS - 145

É um ditado popular antigo e bem conhecido. A tristeza, entretanto, continua hospedeira da nossa alma. O avanço da Ciência, ainda não baniu essa incômoda perturbação de nossa vida.

Com a expansão da ciência aprendemos a medir e calcular tudo com precisão, mas não percebemos ainda que o homem moderno está ficando cada vez mais triste e sujeito às doenças psíquicas.

A tristeza é um estado emocional que se caracteriza pela falta de alegria, sensação de vazio, desolação, desalento e até aflição.

Você se sente triste? Às vezes? Ocasionalmente? Sempre?

Como não existe efeito sem causa, sempre deve haver um motivo para a sua tristeza, seja ele evidente, relevante, passageiro, imaginário, persistente, inexplicável.

Motivos evidentes e justificáveis trazem tristezas compreensíveis e consoláveis. São reações normais da nossa natureza sentimental.

Conhecida a causa o que se tem a fazer é procurar removê-la ou amenizar seus efeitos através de providências e decisões cabíveis, como: assistência médica adequada; solução de problemas sociais, econômicos, profissionais, de relacionamento, etc.

Além das causas exteriores, que são comuns, consideremos as causas que se originam da própria fragilidade emocional do indivíduo, que muitas vezes são confusas e desconhecidas exigindo tratamento especial em consultório de psiquiatria.

Para auxiliar os tristes e depressivos os livros de autoajuda trazem interessantes orientações e sugestões.

O controle dos pensamentos, dos sentimentos, das palavras e das atitudes é um excelente exercício para viver mais feliz.

Podemos mudar o estilo de vida procurando desenvolver atividades mais agradáveis.

Devemos sempre observar e valorizar as coisas belas da vida.

Com a tristeza perdemos a oportunidade de ser feliz e de fazer os outros felizes.

É preciso desejar ser feliz! Persistir em ser feliz! Conversar sobre a felicidade de viver, e usufruir das coisas boas da vida.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 09/03/2012



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 20h34
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COMO PRATICAR A INDULGÊNCIA - 99

 

Para praticar a indulgência é preciso compreender, aceitar e dar a essa virtude o seu devido valor, como nos ensina o Espiritismo.

A indulgência é um sentimento de fraternidade, piedade, tolerância, benevolência e amor.

Como sentimento precisa ser cultivado pelo Espírito encarnado que exercita no mundo em que vivemos suas virtudes potencializadas.

Em assim sendo, para ser indulgente é necessário:

- Não ficar procurando os defeitos dos outros e, se os vê, evitar falar deles, divulgá-los; ao contrário, deve ocultá-los para evitar as malevolências e, se possível, atenuar a falta.

- Não fazer observações chocantes ou censura, e sim substituindo-as por bons conselhos e pacientes considerações com respeito e doçura.

Devemos ser severos para conosco e indulgentes para com os outros.

A prática da indulgência acalma, atrai, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, irrita e afasta.

Quando perdoar aos seus irmãos, não os abandonem com seus erros e imperfeições; levai-lhes o amor ao mesmo tempo em que o perdão.

Lembremo-nos de que quando pedimos a Deus o perdão de nossas faltas somos perdoados, embora tenhamos que nos recompor diante delas.

Ofereçamos, portanto, ao irmão faltoso, as oportunidades para o seu reerguimento diante do bem e do aperfeiçoamento espiritual.

Se as imperfeições de uma pessoa não prejudicam senão a ela mesma, não há utilidade em fazer conhecê-las por outros; mas se podem causar prejuízos a outros é preferível alertar as possíveis vítimas.

Texto elaborado por Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 15/03/2012
Consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 16h18
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MISSÃO DOS ESPÍRITAS - 98

   

Consideremos “espíritas” os adeptos do Espiritismo que conhecem, estudam, aceitam, e praticam a Doutrina Espírita como a Terceira Revelação e o Consolador Prometido.

Diante da realidade da vida atual, com a qual deparamos, e que evidencia a influência nefasta do materialismo, dos desmandos morais, das iniquidades sociais e dos interesses escusos, em nosso cotidiano, é de se esperar e desejar que os militantes das instituições espíritas, além de cultivarem suas próprias ideias, pensamentos, sentimentos e atitudes cristãs, assumam a missão de propagar os ensinos revelados pelos Espíritos Superiores.

Entre os familiares, no trabalho, e nos relacionamentos e atividades sociais, o espírita deve exemplificar, com naturalidade, a paciência, a tolerância, o respeito e a dignidade.

Na instituição espírita de sua frequência o espírita inclui em sua missão, a de “Obreiro do Senhor”, cumprindo com humildade suas obrigações regulamentares: assiduidade, pontualidade, obediência, dedicação, trabalho edificante.

Qualquer que seja o seu cargo ou sua posição: diretor, assistente, evangelizador, educador, palestrante, aprendiz, faxineiro, etc. deve interessar-se pelos estudos, pela organização, pela assistência aos necessitados, pelas obras de caridade e pela divulgação da Doutrina Espírita.

Aos “Obreiros do Senhor” o Espírito de Verdade dirige palavras de estímulo:-“Irmãos, trabalhemos juntos, e unamos os nossos esforços a fim de que o Senhor encontre a obra pronta à sua chegada”, porque o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, que calastes os vossos ciúmes e as vossas discórdias para não deixar a obra prejudicada!”

Texto elaborado por Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira
Consulta: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h12
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APROVEITEMOS A VIDA - 144

Costumamos dizer que a vida é curta e que nós devemos aproveitá-la da melhor maneira possível.

Com esse intuito ficamos ávidos em descobrir o que de melhor a vida pode nos oferecer e formulamos ideias, planos e projetos que se transformam em sonhos e quimeras.

Sonhar, desejar e buscar, com vontade, é um incentivo para nossas conquistas e sucessos.

O problema está em saber o que realmente sonhamos, desejamos e nos propomos buscar.

Muitos nos aconselham os caminhos rentáveis em termos de recurso financeiro.

Outros nos falam em cultura, sabedoria, habilitação profissional, etc.

Há quem se preocupe mais com os prazeres imediatos da vida.

Para muitos pensadores, a vida não se restringe ao tempo que vai do nascimento à morte. Seria uma evidente injustiça, se assim fosse, a diversidade do tipo de vida que é imposta a uns e a outros, pelas circunstâncias. 

Os que creem na continuidade da vida nos aconselham: “Sim”! aproveitemos a vida, saindo dela em melhor situação do que quando nela entramos.”

Tudo nos faz crer que, para aproveitar da melhor maneira possível a vida que nos cabe, é necessário:

1º- Conhecer o verdadeiro sentido da vida: oportunidade singular para o desenvolvimento das nossas potencialidades físicas, mentais, morais, e sociais; reparar as nossas tendências negativas adquiridas anteriormente: egoísmo, ambição, orgulho, vaidade, inveja, ciúme, gula, preguiça... 

2º- Exercitar as virtudes e aprimorar as nossas qualidades: altruísmo, moderação, humildade, respeito, esforço, paciência, tolerância, resignação e bom ânimo.

É muito natural que apreciemos as maravilhas naturais da vida, bem como as que, criadas pelos homens, nos sejam agradáveis e benéficas.

Daí a valorização da vida, em todos os sentidos, como uma dádiva que devemos sempre agradecer reconhecidamente, zelando por ela.

É com prazer, alegria, paciência, bondade, esperança, e sabedoria que devemos viver a vida.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 01/03/2012



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 16h40
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AS AFLIÇÕES – JUSTIÇA E CONSOLAÇÃO – 97  

Consideramos a “aflição” como um grande sofrimento, dor profunda, tormento, pena moral, ânsia, mágoa, angústia, desespero...

Entretanto, encontramos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, o capítulo V intitulado “Bem-aventurados os aflitos”.

De São Mateus, capítulo V, versículos 4, 6, e 10, nós lemos no Evangelho de Jesus: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados; Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles”.

Bem sabemos que as consolações e compensações que Jesus promete aos aflitos só podem ocorrer na vida futura.

Sabemos também que, desde que se admita Deus, não se pode concebê-lo sem perfeições infinitas; ele deve ser todo poder, todo justiça, todo bondade.

A Doutrina Espírita nos explica que as aflições, assim como todas as vicissitudes da vida têm suas razões justas e providenciais.

Para nossa compreensão e aceitação precisamos considerar suas causas e suas compensações.

Refletindo sobre os males da vida reconheceremos que todos eles são consequência da nossa própria inferioridade e que, para serem evitados, precisamos avançar em nosso aprimoramento físico, mental e emocional. Para tanto necessário se faz que exercitemos na vida física o conhecimento, a vontade, a perseverança e o bom ânimo.

Entretanto, se há sofrimentos cujas causas reconhecemos com um pouco de esforço e humildade (abusos, omissões, atitudes, vícios...) há outros que escapam à nossa percepção (perda de entes queridos, acidentes e ocorrências que consideramos como fatalidade...)

Ocorre que as causas das aflições podem ser de duas espécies: causas atuais (acontecidas na vida presente) e causas anteriores (acontecidas em vidas passadas e ainda não resolvidas).

Pelas palavras de Jesus: “Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados...” devemos entender que a compreensão e a resignação de quem sofre já é o indício da cura e da salvação.

A consolação vem naturalmente do próprio Espírito esclarecido e iluminado pela luz da religiosidade e as bênçãos de Deus.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 24/02/2012



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 20h30
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CULTIVE A PACIÊNCIA - 143 

A paciência é a virtude de suportar as dores, os incômodos, os infortúnios, as dificuldades.

Consiste em manter um controle emocional equilibrado sem perder a calma ao longo do tempo, com tolerância a erros e persistência diante de situações desafiadoras.

Como seres vivos e inteligentes devemos saber que tudo que existe na natureza é resultado de paciente processo evolutivo de transformações e mudanças; que nós estamos sujeitos a esse processo e com a mesma paciência devemos proceder.

A impaciência desequilibra nossa estabilidade emocional, provoca agitação mental, conflitos interpessoais, ressentimentos, tristezas, mágoas e desalento.

Sabemos como é difícil ser paciente diante da realidade da vida, por menos agitada que ela seja.

Procuramos não nos envolver em situações problemáticas, de risco, de insegurança, de pretensões descabidas.

Temos, porém, que conviver com nossos próprios problemas, limitações, insatisfações, e preferências.

Necessário ainda o relacionamento com pessoas diferentes de nós, cada qual com sua maneira própria de ser.

É sempre bom lembrar que compensa bastante, ser paciente com tudo que está acontecendo em nossa vida; que dispomos de um potencial que pode e deve ser desenvolvido com serenidade, com persistência e constância.

É aconselhável: dar um tempo, refletir e acalmar-se antes de agir, de dar uma resposta ou decidir, em situações que podem ser conflitantes.

Ser paciente não é ser displicente ou desinteressado, mas é ser prudente e zelar pela sua saúde e pelos seus empreendimentos.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 25/02/2012
Consulta: “Os prazeres da alma” (Francisco do Espírito Santo Neto)



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 19h52
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NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS - 96

É preferível compreender para aceitar, que aceitar para depois compreender.

Deus é a Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas.

Com plena sabedoria, justiça e amor, criou o Universo e os Espíritos.

Consideremos o Universo como tudo que existe na Natureza.

Os Espíritos são os seres inteligentes da Natureza.

Criados simples e sem conhecimentos as criaturas de Deus são igualmente dotadas de potencialidades que se desenvolvem à custa de cada um: o pensamento, a vontade, a consciência, o livrearbítrio, o amor...

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que possam cumprir, com a ajuda de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhe confiou; ela é necessária a eles mesmos porque a atividade que são obrigados a desempenhar ajuda o desenvolvimento das suas potencialidades.

A encarnação é uma primeira prova do uso que cada Espírito fará do seu livrearbítrio.

Aqueles que cumprem com zelo essa tarefa, vencem rapidamente, e menos penosamente seus primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo os frutos dos seus trabalhos. Os que fazem mau uso da liberdade retardam seu progresso e podem precisar de muitas reencarnações.

A encarnação tem também outro objetivo que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo, mas Deus, em sua sabedoria, quis que, por essa mesma ação, eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximarem dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 15/02/2012
Consultas: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (Allan Kardec)
                 “O Livro dos Espíritos” (Allan Kardec)



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 15h36
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CONQUISTE SUA ALEGRIA DE VIVER - 142

Não há nada de errado em ser jovial, bem-humorado, risonho e festivo.

Talvez  esse não seja o seu jeito de ser... Um pouco tímido, sério e recatado?

Consideremos a “alegria” como sendo o estado emocional de contentamento, de bemestar, de prazer.

Muitas pessoas entendem que só podem usufruir da alegria num estado eufórico de intensa sensação, de risos exagerados, de festas.

Todos nós possuímos o dom da alegria no fundo de nossa alma, e só precisamos de um estímulo para que ela se manifeste.

Esse estímulo pode vir de uma lembrança agradável, de uma ideia promissora, de um pensamento feliz, de uma coisa engraçada.

A capacidade de lidar com o cotidiano pode muito bem constituir um estímulo para desabrochar a alegria.

Devemos alimentar a confiança em nossa capacidade de superar a dor e a desilusão, pois isso afasta de nós a preocupação e a tristeza que bloqueiam a alegria. Em cada um de nós existe um admirável espírito suficientemente forte em que devemos confiar.

Ninguém é obrigado a ser alegre, embora se saiba que: a alegria pode ser conquistada; que ela expressa um estado de paz e felicidade; que ela colabora com a saúde integral...

Em sendo alegre você deve expressar a sua verdadeira alegria por ser ela contagiante, e para alegrar o seu mundo.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 15h10
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OS DIFERENTES MUNDOS HABITADOS - 95


“Que vosso coração não se turbe. Crede em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, eu já vos teria dito...” (João, capítulo XIV, versículos 1,2,3).

A casa do Pai é o Universo, as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, e oferecem, aos espíritos encarnados, moradas apropriadas ao seu grau de adiantamento.

Há mundos diferentes, habitados por espíritos encarnados em diferentes níveis de evolução, assim como há diferentes estados de alma na erraticidade.

A “erraticidade”, segundo a Doutrina Espírita é o estado em que o Espírito se encontra entre duas encarnações.

Os diversos mundos habitados estão em condições muito diferentes um dos outros quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes.

O planeta Terra, mundo em que atualmente habitamos, é um mundo considerado como de expiações e de provas. Destina-se aos Espíritos encarnados em condição de depuração, de resgates de aprendizagem, e de evolução em termos de aperfeiçoamento mental, emocional e espiritual.

Há mundos inferiores assim como há mundos superiores ao que estamos vivendo.

Entre os mais primitivos e os mais evoluídos existem inúmeros mundos intermediários.

Os Espíritos encarnados em um mundo não estão a ele ligados indefinidamente, e não cumprem nele todas as fases progressivas para atingirem a perfeição.

O progresso ou evolução se faz, portanto, através das várias vidas e dos vários mundos sempre de acordo com as necessidades evolutivas do Espírito.

Seguindo a lei do progresso todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão igualmente submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo engrandeça e prospere.

Assim como os seres progridem, os mundos progridem também.

A Terra já fora um mundo inferior; atualmente apresenta as características de um mundo de expiações e de provas, e tende a transformar-se em um “mundo regenerador”.

Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 10/02/2012



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 21h41
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DIANTE DAS MUDANÇAS DE VIDA - 141

Por mais que procuremos levar a vida numa auspiciosa rotina de paz e tranquilidade, sem grandes alterações, tropeços e transtornos nós estamos sempre, em que pesem as nossas condições pessoais de estabilidade e conforto, sujeitos a novas circunstâncias e adaptações.

Se de um lado há tendência natural conservadora no ser humano, opondo-se a tudo que é novo, de outra parte existem forças interiores que, em todas as oportunidades, impelem as criaturas a não se conformar com o seu estado atual.
   
Estamos naturalmente tentando progredir em busca da felicidade, sem uma definição precisa do que seja realmente a felicidade, uma vez que a ideia que se tem dela é relativa de cada ser.

O ser humano, dotado de consciência e vontade faz suas opções na busca de um viver feliz. Procura no estudo, no trabalho, no casamento, no enriquecimento financeiro, e até nos desatinos da vida, alcançar o mais alto degrau de felicidade.

Depara, todavia, com o determinismo da Lei: a vida, a morte física, o progresso, a lei de causa e efeito e todas as condições que transcendem o livrearbítrio.

Segue-se daí que estamos sujeitos a mudanças de vida: para melhor ou para pior dependendo, ou não, da nossa vontade.
Há os que procuram a felicidade na fortuna, nos bens materiais acumulados, a qualquer custo. Daí as decepções e os desgostos.
 
Há os que se preocupam exclusivamente com a saúde física e se esquecem de que a finalidade dela não está na exibição vaidosa do corpo, e sim no bemestar integral.

A busca insistente pelo poder, sem o necessário preparo capaz de garantir o equilíbrio intelectual e moral, proporciona invariavelmente a desilusão e a rejeição.

O que há de difícil é adaptar-se à nova mudança de vida – surge o inconformismo, o desapontamento, a inabilidade de lidar com coisas novas e solucionar problemas inesperados.
 
A Escola da Vida nos adverte que diante das possíveis mudanças de vida devemos agir com cautela utilizando mais a ponderação que ambição; a simplicidade e a modéstia que a ostentação e a vaidade; a preservação da saúde que os desregramentos abusivos; a posse do necessário que o acúmulo de supérfluos.      
   
Daí a imensa importância de cultivar um alto ideal de sabedoria e de sentimento e de procurar vivenciá-lo.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira - 10/02/2012
Consulta: “Tempos de Transição” (Juvanir Borges de Souza)



Categoria: A ESCOLA DA VIDA
Escrito por luzagas às 11h47
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A REALEZA DE JESUS E A VIDA FUTURA - 94

Diante da pergunta de Pilatos: - “Sois o rei dos Judeus?” Jesus lhe respondeu: “Meu reino não é deste mundo... eu não nasci e nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade”.
(São João, capítulo XVIII, v. 33, 36,37).

A realeza terrestre termina com a morte física; a realeza moral pode continuar, sobretudo após a morte do corpo.

Sem a “vida futura”, a maior parte dos preceitos de moral ensinados por Jesus não teria nenhuma razão de ser.

Os judeus não tinham senão ideias muito incertas quanto à vida futura, após a morte.

Moisés não poderia dizer mais sobre a vida futura a um povo que ainda não estava preparado para revelações além das coisas do mundo material.

Com Jesus veio a luz da verdade. Todo cristão crê, forçosamente na vida futura: outro mundo, que é o seu reino e que é prometido aos que observam os mandamentos de Deus, onde os bons encontrarão a sua recompensa.

O Espiritismo veio completar os ensinamentos de Jesus e ensinar como se prepara a fim de conquistar o reino de amor, de bondade, de justiça, de sabedoria e de vida eterna.

A realeza de Jesus não está neste mundo material onde o homem busca em primeiro lugar os bens terrenos. Mas Jesus o governa zelando pelos seus filhos que nele confiam e seguem seus ensinamentos.

Para se preparar um lugar no Reino de Jesus é preciso abnegação, humildade, caridade, benevolência para com todos, assim como ele nos exemplificou.

Chegaremos lá com a graça a Deus, nosso Pai; de Jesus, nosso Amado Mestre; dos bons Espíritos, e das vidas sucessivas. Este é o ensino espírita.

Luiz Gonzaga Seraphim Ferreira – 03/02/2012



Categoria: CONHECIMENTO ESPÍRITA
Escrito por luzagas às 15h18
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